Anel vascular com artéria vertebral esquerda de origem anômala: alongamento da subclávia esquerda na correção cirúrgica em criança de 4 anos
Anel vascular com artéria vertebral esquerda de origem anômala: alongamento da subclávia esquerda na correção cirúrgica
Em menina de 4 anos com anel vascular (arco aórtico direito, subclávia esquerda aberrante, ligamento esquerdo e divertículo de Kommerell) e compressão traqueal progressiva, a origem anômala da vertebral esquerda na carótida comum exigiu reimplante mais proximal da subclávia, com alongamento para alcançar a carótida.
Em criança de 4 anos com arco aórtico direito, artéria subclávia esquerda aberrante e divertículo de Kommerell, variante da vertebral esquerda exigiu alongar a subclávia para reimplantá-la na carótida.
Uma menina de 4 anos com anel vascular formado por arco aórtico direito, artéria subclávia esquerda aberrante, ligamento esquerdo e divertículo de Kommerell foi submetida a correção cirúrgica. Apesar de sintomas inicialmente leves, o seguimento por imagem mostrou compressão traqueal progressiva. A tomografia pré-operatória revelou ainda origem anômala da artéria vertebral esquerda na artéria carótida comum esquerda, o que obrigou a reimplantar a subclávia esquerda mais proximalmente na carótida, com alongamento da subclávia para alcançá-la. A imagem pós-operatória confirmou melhora da compressão traqueal e perviedade da artéria subclávia esquerda.
Contexto
O anel vascular descrito envolvia quatro componentes: arco aórtico direito, artéria subclávia esquerda aberrante, ligamento esquerdo e divertículo de Kommerell. A criança tinha inicialmente apenas sintomas leves, mas os exames de seguimento identificaram compressão traqueal progressiva, o que motivou a indicação cirúrgica. A tomografia pré-operatória acrescentou um achado anatômico não previsto, a origem anômala da artéria vertebral esquerda a partir da carótida comum esquerda.
Como foi feito
Trata-se da descrição de um caso único e da técnica cirúrgica empregada. A paciente era uma menina de 4 anos com anel vascular, operada após a documentação de compressão traqueal progressiva nos exames de seguimento. O procedimento incluiu divisão do ligamento, ressecção do divertículo de Kommerell e reimplante da artéria subclávia esquerda na artéria carótida comum esquerda. Como a artéria vertebral esquerda se originava da carótida, o reimplante da subclávia precisou ser feito mais proximalmente, e a subclávia foi alongada para alcançar a carótida. O desfecho avaliado foi a perviedade da subclávia e a compressão traqueal na imagem pós-operatória; o tempo de seguimento não é informado no resumo.
O que encontraram
A divisão do ligamento, a ressecção do divertículo de Kommerell e o reimplante da artéria subclávia esquerda na carótida comum esquerda foram realizados, com alongamento da subclávia para permitir a anastomose mais proximal na carótida. A imagem pós-operatória confirmou melhora da compressão traqueal. O mesmo exame mostrou a artéria subclávia esquerda pérvia. O resumo não relata complicações nem outros eventos adversos.
Limitações
Por ser a descrição de um único caso, o relato não permite avaliar a frequência da variante anatômica nem comparar a técnica de alongamento com outras alternativas de reconstrução. O resumo não informa o tempo de seguimento nem o método de imagem usado no pós-operatório, o que limita a interpretação da perviedade e da melhora da compressão traqueal ao longo do tempo.
Para o pediatra
O caso lembra que uma criança com anel vascular pode ter sintomas inicialmente leves e, ainda assim, apresentar compressão traqueal progressiva documentada em exames de seguimento, como ocorreu nesta menina de 4 anos. A avaliação pré-operatória por tomografia identificou uma variante adicional da origem da artéria vertebral esquerda, que modificou o planejamento cirúrgico. O resumo não descreve a apresentação clínica detalhada nem critérios de encaminhamento.
Para o especialista
O relato descreve uma variação da origem da artéria vertebral esquerda, nascida da carótida comum esquerda, que impediu o reimplante da subclávia esquerda na posição habitual e exigiu anastomose mais proximal na carótida, com alongamento da subclávia para alcançá-la. A imagem pós-operatória mostrou perviedade da subclávia e melhora da compressão traqueal. Como se trata de um caso isolado, o material sugere que a variante deve ser identificada no planejamento pré-operatório, mas não estabelece superioridade ou generalização da técnica.
Referência
Ueda H, Sasaki T, Suzuki K et al.. Left Subclavian Artery Elongation Technique for a Child with a Vascular Ring. World J Pediatr Congenit Heart Surg 2026.
DOI: 10.1177/21501351261497314 · PubMed: 42949419
Matéria escrita pelo Fôlego a partir do resumo publicado.
Fonte: PubMed · matérias do Fôlego · doi.org