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The Laryngoscope· Diamond-Pott H, Shaari DS, Iraj L et al.·· 07/07/2026Seleção

Lesões por pilhas-botão em crianças nos EUA cresceram 70% entre 2020 e 2024, apesar de leis de segurança

Lesões por pilhas-botão em crianças crescem 70% nos EUA entre 2020 e 2024, apesar de leis de segurança

Resumo por IA

Uma análise do National Electronic Injury Surveillance System identificou 24.891 atendimentos de emergência por ingestão ou aspiração de pilhas-botão em crianças nos Estados Unidos entre 2020 e 2024, com o número anual subindo de 3.785 para 6.424, alta de 70% (p < 0,001).

Por que importa

O levantamento mostra aumento absoluto e relativo dos atendimentos por pilhas-botão mesmo com população pediátrica em queda, o que sustenta manter a suspeita em crianças de 13 a 24 meses.

Texto

Casos anuais subiram de 3.785 para 6.424 e a taxa por 100 mil crianças passou de 5,1 para 8,8; metade dos atendimentos foi em crianças de 13 a 24 meses.

Um levantamento com dados do National Electronic Injury Surveillance System avaliou atendimentos de emergência por ingestão ou aspiração de pilhas-botão em crianças nos Estados Unidos entre janeiro de 2020 e dezembro de 2024. Foram identificados 24.891 casos pediátricos, com aumento anual de 3.785 para 6.424, alta de 70% (p < 0,001). Ajustada pela população pediátrica, a taxa subiu de 5,1 para 8,8 por 100 mil crianças. As internações passaram de 807 para 1.148, embora a proporção de casos que exigiu admissão tenha caído após o pico em 2021.

Contexto

As lesões por pilhas-botão são emergências associadas a danos na via aérea e no esôfago. Segundo os autores, apesar do aumento da conscientização pública e de legislação federal recente de segurança, o impacto dessas medidas nas tendências de lesões em nível populacional ainda não estava claro. O estudo foi desenhado para avaliar as tendências nacionais de exposição pediátrica a pilhas-botão no período pós-pandemia.

Como foi feito

Estudo de análise de dados nacionais, com consulta ao National Electronic Injury Surveillance System para casos de ingestão e aspiração de pilhas-botão em crianças atendidas em serviços de emergência dos Estados Unidos entre 1º de janeiro de 2020 e 31 de dezembro de 2024. Os casos foram identificados por códigos de produto e revisão das narrativas dos registros. Foram analisados dados demográficos, diagnóstico e destino após o atendimento. Tendências e diferenças entre categorias foram avaliadas com ANOVA e teste de qui-quadrado, com significância estatística fixada em p < 0,05.

O que encontraram

Foram identificadas 24.891 exposições pediátricas a pilhas-botão entre 2020 e 2024. O número anual de casos cresceu de 3.785 em 2020 para 6.424 em 2024, aumento de 70% (p < 0,001). Após ajuste para a população pediátrica dos Estados Unidos, a taxa subiu de 5,1 para 8,8 por 100 mil crianças.

Crianças de 13 a 24 meses concentraram a maior proporção dos casos (50,5%), e o sexo masculino representou 59,8% do total.

As internações aumentaram de 807 para 1.148, mas a proporção de casos que precisou de admissão hospitalar diminuiu após atingir o pico em 2021. As taxas de internação diferiram por idade e raça, com crianças mais velhas e crianças negras mais propensas à admissão (p < 0,001).

Limitações

Trata-se de análise de um sistema nacional de vigilância de atendimentos de emergência, baseada em códigos de produto e revisão de narrativas, o que depende da qualidade do registro e pode não capturar todos os casos. O resumo não informa dados sobre gravidade específica das lesões, tempo até o atendimento, tipo de intervenção realizada ou seguimento. O período analisado é de cinco anos e o desenho observacional permite descrever tendências e associações, não estabelecer causalidade.

Para o pediatra

O estudo mostra que as lesões por pilhas-botão em crianças atendidas em emergências nos Estados Unidos aumentaram 70% entre 2020 e 2024, com a maior parte dos casos em crianças de 13 a 24 meses — faixa em que a exploração oral é esperada. Metade dos atendimentos envolveu esse grupo etário, e o sexo masculino foi maioria (59,8%). O número de internações também cresceu, de 807 para 1.148, e crianças mais velhas e crianças negras tiveram maior probabilidade de admissão. Os autores defendem vigilância contínua, estratégias de prevenção e acesso equitativo ao cuidado.

Para o especialista

O levantamento acrescenta dados populacionais recentes sobre exposição pediátrica a pilhas-botão, mostrando aumento absoluto e relativo dos atendimentos de emergência mesmo com a população pediátrica em queda, e queda proporcional das internações após 2021. Para a prática de via aérea e endoscopia, o achado reforça a relevância da suspeita em crianças pequenas e sinaliza disparidades demográficas nas taxas de admissão. O desenho é observacional, baseado em vigilância de emergências, sem dados sobre técnica, tempo de extração ou desfechos clínicos detalhados, o que limita conclusões sobre conduta.

Referência

Diamond-Pott H, Shaari DS, Iraj L et al.. Rising Pediatric Button Battery Injuries Despite Safety Efforts: An Analysis of National Injury Data. Laryngoscope 2026.

DOI: 10.1002/lary.70731 · PubMed: 42411449

Acesso: o artigo completo é pago na editora. Autores costumam enviar uma cópia a quem pede pelo e-mail de correspondência indicado no artigo.

Matéria escrita pelo Fôlego a partir do resumo publicado.

Fonte: The Laryngoscope · doi.org

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