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PubMed · matérias do Fôlego· Davis RT, Malinova D, Rosen RD et al.·· há 1 dia

Em hérnia diafragmática congênita nascida fora do centro, tempo de transferência não se associa de forma independente ao uso de ECMO

Resumo por IA

Em coorte retrospectiva de centro único com 46 recém-nascidos com hérnia diafragmática congênita (HDC) nascidos fora do centro e transferidos para UTI neonatal terciária com capacidade de ECMO, 21 (45,7%) precisaram de ECMO.

Texto

Em 46 recém-nascidos transferidos para centro com ECMO, o tempo até a chegada não previu necessidade de suporte, enquanto a hérnia de fígado intratorácica permaneceu associada.

Um estudo retrospectivo avaliou se o intervalo entre o nascimento e a chegada a um centro terciário com capacidade de ECMO se associava de forma independente ao uso de ECMO em recém-nascidos com hérnia diafragmática congênita (HDC) nascidos fora do centro. Entre 46 neonatos transferidos, 21 (45,7%) precisaram de ECMO e 25 (54,3%) não. Após ajuste para o escore pós-natal do CDHSG e características anatômicas, o tempo de transferência não se associou de forma independente ao uso de ECMO (OR ajustada 0,79; IC 95% 0,50–1,23). A hérnia de fígado intratorácica manteve associação independente (OR ajustada 8,65; IC 95% 1,52–49,38), enquanto o escore CDHSG não alcançou significância estatística.

Contexto

A pergunta do estudo é se o tempo decorrido entre o nascimento e a chegada a um centro com ECMO influencia a necessidade de ECMO em neonatos com HDC nascidos fora do centro. A hipótese dos autores era de que intervalos de transferência mais longos se associariam a maior utilização de ECMO após ajuste para gravidade da doença e características anatômicas. O resumo disponível não detalha o que já se sabia sobre o tema além dessa hipótese.

Como foi feito

Coorte retrospectiva de neonatos com HDC nascidos fora do centro e transferidos para uma UTI neonatal terciária com capacidade de ECMO. O intervalo de transferência foi analisado por regressão logística multivariável, com ajuste para o escore pós-natal do CDHSG e características anatômicas. O desfecho avaliado foi a utilização de ECMO. O resumo não informa o período do estudo, os critérios de inclusão detalhados nem a duração do seguimento.

O que encontraram

Dos 46 neonatos incluídos, 21 (45,7%) necessitaram de ECMO e 25 (54,3%) não. Os lactentes que precisaram de ECMO apresentaram escores pós-natais do CDHSG mais altos e hérnia de fígado intratorácica com maior frequência. Após o ajuste, o tempo de transferência não se associou de forma independente à utilização de ECMO (OR ajustada 0,79; IC 95% 0,50–1,23). A hérnia de fígado intratorácica permaneceu independentemente associada ao desfecho (OR ajustada 8,65; IC 95% 1,52–49,38), enquanto o escore CDHSG não atingiu significância estatística. O resumo não relata complicações, eventos adversos ou mortalidade.

Limitações

Trata-se de estudo retrospectivo, de centro único, com amostra pequena (46 neonatos), o que limita o poder estatístico e a precisão das estimativas, como sugere o amplo intervalo de confiança da associação com hérnia de fígado intratorácica. Os achados se referem aos intervalos de transferência observados na coorte e não permitem concluir sobre intervalos mais longos. O resumo não informa o período do estudo nem o seguimento, e a análise se restringe à utilização de ECMO como desfecho.

Para o pediatra

O estudo descreve neonatos com HDC nascidos fora de um centro com ECMO e transferidos para ele; quase metade (45,7%) precisou de ECMO. Os que necessitaram de suporte apresentaram escores de gravidade pós-natal mais altos e hérnia de fígado intratorácica com mais frequência. O tempo até a chegada ao centro, dentro dos intervalos observados, não se mostrou associado de forma independente à necessidade de ECMO, o que sugere que as características da doença pesaram mais do que a duração do transporte nessa coorte.

Para o especialista

Para a decisão de indicação e o planejamento do transporte, o estudo sugere que, nos intervalos observados, a duração da transferência por si só foi menos informativa do que as características da doença. A hérnia de fígado intratorácica manteve associação independente com uso de ECMO (OR ajustada 8,65), enquanto o escore CDHSG não alcançou significância após ajuste. O desenho retrospectivo, de centro único e com 46 pacientes limita a força dessas associações e não permite inferência causal.

Referência

Davis RT, Malinova D, Rosen RD et al.. Transfer timing is not independently associated with ECMO utilization in outborn congenital diaphragmatic hernia: a severity-adjusted analysis. Pediatr Surg Int 2026.

DOI: 10.1007/s00383-026-06671-5 · PubMed: 42911227

Acesso: o artigo completo é pago na editora. Autores costumam enviar uma cópia a quem pede pelo e-mail de correspondência indicado no artigo.

Matéria escrita pelo Fôlego a partir do resumo publicado.

Fonte: PubMed · matérias do Fôlego · doi.org

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