Protocolo de revisão sistemática registrado no PROSPERO vai comparar técnicas de via aérea e anestesia em crianças com fissura labial e/ou palatina
Protocolo de revisão sistemática vai comparar técnicas de via aérea e anestesia em crianças com fissura labial e/ou palatina
Protocolo de revisão sistemática e metanálise registrado no PROSPERO (CRD420261326076) vai reunir ensaios clínicos randomizados sobre manejo da via aérea e estratégias anestésicas em crianças com menos de 18 anos com fissura labial e/ou palatina sob anestesia geral, tendo a dificuldade de intubação traqueal como desfecho primário.
Revisão registrada no PROSPERO vai reunir ensaios clínicos randomizados sobre intubação traqueal e complicações respiratórias perioperatórias nessa população; triagem ainda está em curso.
Um protocolo de revisão sistemática e metanálise, registrado no PROSPERO, propõe-se a reunir ensaios clínicos randomizados que compararam técnicas e dispositivos de manejo da via aérea e estratégias anestésicas em crianças com menos de 18 anos com fissura labial e/ou palatina submetidas à anestesia geral. O desfecho primário será a dificuldade de intubação traqueal; entre os secundários estão ventilação com máscara difícil, dessaturação de oxigênio, obstrução de via aérea, laringoscopia difícil, sucesso na primeira tentativa, número de tentativas, tempo até o estabelecimento da via aérea, falha de intubação e outros eventos adversos respiratórios perioperatórios. Dois revisores farão de forma independente a seleção dos ensaios, a extração de dados e a avaliação do risco de viés pela ferramenta Cochrane Risk of Bias 2, com metanálise de efeitos aleatórios quando clinicamente apropriado e avaliação da certeza da evidência pelo sistema GRADE. Os autores informam que a triagem dos textos completos e a extração de dados ainda estão em andamento e não foram concluídas, de modo que o trabalho não apresenta resultados.
Contexto
Segundo os autores, crianças com fissura labial e/ou palatina podem apresentar desafios particulares no manejo perioperatório da via aérea por causa de alterações da anatomia da via aérea superior e craniofacial. Essas crianças frequentemente passam por procedimentos cirúrgicos que exigem anestesia geral e instrumentação da via aérea. Diversas técnicas de manejo da via aérea e de anestesia já foram avaliadas para facilitar a intubação traqueal e reduzir complicações respiratórias perioperatórias, mas a evidência comparativa de ensaios clínicos randomizados ainda não havia sido avaliada de forma sistemática, conforme o protocolo.
Como foi feito
Trata-se de um protocolo de revisão sistemática com metanálise que incluirá ensaios clínicos randomizados com crianças menores de 18 anos com fissura labial e/ou palatina submetidas à anestesia geral. Serão elegíveis estudos que comparem técnicas ou dispositivos alternativos de manejo da via aérea ou outras estratégias anestésicas entre dois grupos de pacientes com fissura labial/palatina. O desfecho primário é a dificuldade de intubação traqueal; quando as definições variarem de forma substancial, os desfechos serão analisados separadamente ou sintetizados de forma narrativa. Os desfechos secundários incluem ventilação com máscara difícil, dessaturação de oxigênio, obstrução de via aérea, laringoscopia difícil, sucesso na primeira tentativa de intubação, número de tentativas de intubação, tempo até a intubação bem-sucedida ou até o estabelecimento da via aérea, falha de intubação e outros eventos adversos perioperatórios de via aérea ou respiratórios. Dois revisores selecionarão os ensaios, extrairão os dados e avaliarão o risco de viés de forma independente, usando a ferramenta Cochrane Risk of Bias 2. A metanálise de efeitos aleatórios será feita quando clinicamente apropriado, com razões de risco para desfechos dicotômicos e diferenças de médias ou diferenças de médias padronizadas para desfechos contínuos. A certeza da evidência para desfechos importantes será avaliada pelo sistema GRADE. O protocolo foi registrado prospectivamente no PROSPERO em 10 de março de 2026 (CRD420261326076), e emendas ao protocolo são documentadas de forma transparente no PROSPERO.
O que encontraram
O material disponível é o protocolo da revisão, sem resultados. Os autores informam que a triagem dos textos completos e a extração de dados estão em andamento e ainda não foram concluídas, portanto não há estimativas de dificuldade de intubação, de complicações respiratórias perioperatórias ou de comparação entre técnicas.
Limitações
Por se tratar de um protocolo, não há resultados nem limitações de achados a relatar. O próprio desenho previsto impõe restrições: a revisão se limitará a ensaios clínicos randomizados, o que pode restringir o número de estudos disponíveis, e a variação substancial nas definições dos desfechos poderá impedir a metanálise de alguns deles, levando à síntese narrativa. A conclusão do trabalho depende da triagem e da extração de dados ainda em curso.
Para o pediatra
O protocolo não traz resultados, mas parte de uma premissa relevante para quem acompanha essas crianças: a anatomia alterada da via aérea superior e craniofacial na fissura labial e/ou palatina pode tornar o manejo perioperatório da via aérea mais desafiador, e esses pacientes frequentemente são submetidos a cirurgias sob anestesia geral com instrumentação da via aérea. A revisão proposta pretende comparar técnicas de intubação e estratégias anestésicas quanto a dificuldade de intubação, dessaturação, obstrução de via aérea e outros eventos respiratórios perioperatórios. Até a conclusão, não há evidência comparativa sintetizada a partir de ensaios clínicos randomizados sobre qual técnica é melhor nesse grupo.
Para o especialista
O material descreve apenas o protocolo, sem dados que permitam apoiar decisões de indicação, técnica ou seguimento. O que ele acrescenta é o desenho de uma revisão sistemática com metanálise, restrita a ensaios clínicos randomizados em menores de 18 anos com fissura labial e/ou palatina, com desfecho primário de dificuldade de intubação traqueal e desfechos secundários centrados em falhas e eventos respiratórios perioperatórios, avaliação de risco de viés pelo Cochrane Risk of Bias 2 e certeza da evidência pelo GRADE. A confiança possível hoje é apenas na metodologia planejada; os resultados dependerão da triagem e extração ainda em andamento.
Referência
Sumi SA, Arin KM, Shams SM et al.. Airway management and anaesthetic interventions for children with cleft lip and/or palate undergoing general anaesthesia: Protocol for a systematic review and meta-analysis. PLoS One 2026.
DOI: 10.1371/journal.pone.0361327 · PubMed: 42945279
Matéria escrita pelo Fôlego a partir do resumo publicado.
Fonte: PubMed · matérias do Fôlego · doi.org