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PubMed · matérias do Fôlego· Abootalebi Ghahnavieh A, Haddadi M, Nasr Isfahani M·· há 17 h

Persifix, novo fixador de tubo endotraqueal, reduz deslocamento em manequim de via aérea humana frente à fita adesiva

Novo fixador de tubo endotraqueal reduz deslocamento em manequim quando comparado à fita adesiva

Resumo por IA

Em 170 testes controlados em manequim de via aérea humana, o fixador iraniano Persifix teve estabilidade mecânica comparável à do comercial Locktite e menor deslocamento em profundidade do que a fita adesiva na maioria das condições.

Texto

Em 170 testes controlados, o Persifix teve desempenho mecânico semelhante ao do Locktite comercial e menor deslocamento do que a fita adesiva em vários vetores de força.

Um estudo comparativo em manequim de via aérea humana avaliou três métodos de fixação do tubo endotraqueal — fita adesiva, o novo fixador iraniano Persifix e o modelo comercial Locktite — sob forças laterais e frontais com pesos de 750 g e 1000 g. Em 170 testes controlados, a fita adesiva apresentou deslocamento em profundidade significativamente maior na maioria das condições, enquanto o Persifix e o Locktite tiveram desempenho semelhante entre si. Os autores concluem que o Persifix pode ser uma alternativa de menor custo para estabilização da via aérea, com desempenho mecânico comparável ao do modelo comercial.

Contexto

A extubação acidental é uma preocupação clínica relevante no manejo da via aérea, sobretudo em situações de emergência e durante anestesia. Fixadores comerciais de tubo endotraqueal já foram associados a maior estabilidade de fixação do que a fita adesiva, mas custo e disponibilidade limitam seu uso em muitos sistemas de saúde. É nesse cenário que os autores apresentam o Persifix, um fixador de tubo endotraqueal desenvolvido no Irã, e avaliam seu desempenho mecânico frente ao modelo comercial Locktite e ao método convencional com fita adesiva.

Como foi feito

Estudo comparativo com 170 testes controlados realizados em um manequim de via aérea humana. Três métodos de fixação — fita adesiva, Persifix e Locktite — foram avaliados sob vetores de força lateral e frontal, com pesos de 750 g e 1000 g. O deslocamento foi medido em profundidade e em largura, em condições dinâmicas (com tração) e estáticas (sem tração). A análise estatística usou os testes de Kruskal-Wallis e Mann-Whitney U, com comparações post hoc de Bonferroni e α = 0,05.

O que encontraram

A fita adesiva apresentou deslocamento em profundidade significativamente maior na maioria das condições testadas. No lado esquerdo, com 1000 g e sem tração, o deslocamento foi de 2,54 ± 3,63 mm com fita adesiva, contra 1,76 ± 1,78 mm com Persifix (p = 0,032) e 0,53 ± 0,44 mm com Locktite (p < 0,001).

Nos testes de força frontal com 1000 g e tração, o Persifix mostrou menor deslocamento (0,41 ± 0,16 mm) em comparação tanto à fita adesiva (2,62 ± 4,25 mm, p = 0,001) quanto ao Locktite (0,52 ± 1,33 mm, p = 0,032).

O deslocamento lateral em largura também foi significativamente menor com os dois fixadores de tubo. Com 750 g e tração, o Persifix apresentou 3,34 ± 5,20 mm, contra 3,16 ± 15,00 mm da fita adesiva (p = 0,005).

Na maioria das condições não houve diferença estatisticamente significativa entre Persifix e Locktite (p > 0,05), o que indica estabilidade de fixação comparável entre os dois fixadores.

Limitações

O estudo foi conduzido inteiramente em manequim de via aérea humana, e não em pacientes, de modo que os resultados de deslocamento mecânico não podem ser diretamente extrapolados para o comportamento clínico do tubo endotraqueal em vias aéreas reais, com secreções, anatomia variável e mobilização do paciente. O material disponível é apenas o resumo, sem detalhes sobre o número de repetições por condição, a padronização da aplicação de cada método ou o cegamento dos avaliadores. Trata-se de comparação de desempenho mecânico, sem desfechos clínicos como extubação acidental, e os autores não relatam seguimento.

Para o pediatra

O estudo não envolveu crianças nem pacientes: foi feito em manequim, comparando três formas de prender o tubo endotraqueal. Para o pediatra, o dado útil é o de que a fita adesiva, método convencional, permitiu mais deslocamento do tubo sob forças laterais e frontais do que os fixadores testados, enquanto o novo fixador Persifix teve desempenho semelhante ao do modelo comercial Locktite. Isso sugere que a escolha do método de fixação pode influenciar a estabilidade do tubo, mas o estudo não avalia desfechos clínicos como extubação acidental em crianças, e nenhuma recomendação de conduta pode ser tirada dele.

Para o especialista

Para quem maneja a via aérea, o estudo acrescenta uma comparação mecânica padronizada entre dois fixadores e a fita adesiva, com o Persifix alcançando estabilidade comparável à do Locktite na maioria das condições e superior à da fita adesiva em vários vetores de força. O desenho em manequim, com 170 testes controlados e medidas de deslocamento em profundidade e largura sob tração e sem tração, permite inferir comportamento mecânico, mas não estabelece superioridade clínica nem reduz extubação acidental. A principal contribuição é a sinalização de uma alternativa de menor custo para serviços com restrição de recursos, a ser confirmada em estudos clínicos.

Referência

Abootalebi Ghahnavieh A, Haddadi M, Nasr Isfahani M. Mechanical stability of endotracheal tube fixation: a performance comparison between two tube holders and a conventional method. BMC Anesthesiol 2026.

DOI: 10.1186/s12871-026-04147-6 · PubMed: 42958043

Texto completo gratuito: doi.org, licença CC BY-NC-ND.

Matéria escrita pelo Fôlego a partir do resumo publicado.

Fonte: PubMed · matérias do Fôlego · doi.org

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