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PubMed · matérias do Fôlego· Sun Z, Zhang L, He R et al.·· há 14 h

Relato de caso: intubação guiada por broncoscopia em emergência em paciente com policondrite recidivante e migração de stent traqueal

Paciente com policondrite recidivante e migração de stent traqueal: intubação guiada por broncoscopia em emergência

Resumo por IA

Em um homem de 71 anos com policondrite recidivante e stent traqueobrônquico migrado após queda, a intubação de emergência só foi possível com a cânula de 7,0 mm avançada até o lúmen do stent sob broncoscopia flexível, após sucção de conteúdo gástrico regurgitado.

Texto

Relato descreve manuseio de via aérea difícil em homem de 71 anos com stent traqueal migrado após queda, com regurgitação durante a intubação e evolução para ARDS e óbito.

Um relato de caso publicado no BMC anesthesiology descreve o manuseio de emergência da via aérea em um homem de 71 anos com policondrite recidivante e histórico de stent traqueobrônquico, que apresentou desconforto respiratório após uma queda traumática. A tomografia computadorizada mostrou migração cefálica do stent, com desalinhamento entre o lúmen do stent e a via aérea nativa. A intubação foi feita sob videolaringoscopia com sequência rápida, e a cânula de 7,0 mm só foi avançada até o lúmen do stent sob orientação de broncoscopia flexível, após sucção de conteúdo gástrico regurgitado. A broncoscopia revelou colapso da via aérea compatível com traqueobroncomalácia e ventilação prejudicada do pulmão direito; as tentativas de reposicionar o stent não tiveram sucesso, e o paciente evoluiu com infecção pulmonar grave e síndrome do desconforto respiratório agudo (ARDS), falecendo duas semanas depois.

Contexto

A policondrite recidivante é uma doença autoimune rara, caracterizada por inflamação recorrente de estruturas cartilaginosas, que frequentemente acomete a árvore traqueobrônquica. O envolvimento progressivo da via aérea pode levar a estenose traqueal e traqueobroncomalácia, muitas vezes exigindo a colocação de stent. Segundo os autores, o manuseio da via aérea nesses pacientes é particularmente desafiador, sobretudo na presença de complicações relacionadas ao stent, como a migração.

Como foi feito

Trata-se de um relato de caso de um homem de 71 anos com policondrite recidivante e histórico de colocação de stent traqueobrônquico, atendido com desconforto respiratório após queda traumática. A intubação traqueal de emergência foi indicada por hipoxemia progressiva. A tomografia computadorizada identificou migração cefálica do stent traqueal, com desalinhamento entre o lúmen do stent e a via aérea nativa. Realizou-se indução de sequência rápida sob videolaringoscopia.

O que encontraram

Durante a intubação, ocorreu regurgitação gastroesofágica significativa. A cânula endotraqueal de 7,0 mm foi inicialmente posicionada com o cuff ao nível das pregas vocais, para reduzir o risco de aspiração. Após sucção cuidadosa do conteúdo gástrico, a cânula foi avançada até o lúmen do stent sob orientação de broncoscopia flexível.

A broncoscopia evidenciou colapso da via aérea compatível com traqueobroncomalácia e ventilação prejudicada do pulmão direito em razão do posicionamento inadequado do stent. As tentativas de reposicionar o stent não foram bem-sucedidas.

O paciente desenvolveu infecção pulmonar grave e ARDS, e morreu duas semanas depois.

Limitações

Por ser um relato de caso único, o material não permite generalizar a conduta descrita nem estabelecer relações de causa entre as manobras de intubação, a aspiração, a infecção pulmonar e o desfecho. O resumo não informa o período de acompanhamento além das duas semanas até o óbito, nem detalhes sobre o tipo de stent, o tempo desde a colocação ou o protocolo de sedução e ventilação empregado.

Para o pediatra

O caso é de um paciente adulto, com policondrite recidivante e stent traqueal, e o material disponível não traz dados pediátricos. O resumo não sustenta orientações específicas para a faixa etária pediátrica.

Para o especialista

O relato reforça que, em pacientes com stent traqueal e migração, a anatomia da via aérea está alterada e a intubação exige alinhamento do tubo ao lúmen do stent sob broncoscopia flexível, com preparo para regurgitação e aspiração durante o procedimento. A descrição é de um caso isolado, sem grupo comparativo, o que limita a força da evidência para definir técnica ou sequência de manobras.

Referência

Sun Z, Zhang L, He R et al.. Emergency airway management of a relapsing polychondritis patient with tracheal stent migration: a case report. BMC Anesthesiol 2026.

DOI: 10.1186/s12871-026-04136-9 · PubMed: 42928126

Texto completo gratuito: doi.org, licença CC BY-NC-ND.

Matéria escrita pelo Fôlego a partir do resumo publicado.

Fonte: PubMed · matérias do Fôlego · doi.org

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