Microdeleção 7q32.1: anestesia geral com máscara laríngea e ventilação espontânea em criança submetida a ligadura de processo vaginal patente
Microdeleção 7q32.1: anestesia geral com máscara laríngea e ventilação espontânea em criança
Em relato de caso único, um menino de 6 anos com microdeleção 7q32.1, autismo, TDAH, hipotonia e asma foi submetido a ligadura eletiva de processo vaginal patente sob anestesia geral com indução por sevoflurano em oxigênio, máscara laríngea em vez de intubação traqueal, ausência de bloqueio neuromuscular e ventilação espontânea, sem complicações respiratórias no perioperatório.
Menino de 6 anos com microdeleção 7q32.1, autismo, TDAH, hipotonia e asma foi submetido a ligadura de processo vaginal patente sem complicações respiratórias.
Relato de caso descreve o manejo anestésico de um menino de 6 anos com microdeleção do cromossomo 7q32.1, transtorno do espectro autista, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, hipotonia e asma, submetido a ligadura eletiva de processo vaginal patente sob anestesia geral. A estratégia adotada buscou minimizar a estimulação da via aérea e preservar a ventilação espontânea: indução com sevoflurano em oxigênio, uso de máscara laríngea em vez de intubação traqueal e ausência de bloqueio neuromuscular. O curso perioperatório foi sem intercorrências, sem complicações respiratórias.
Contexto
A microdeleção do cromossomo 7q32.1 é uma doença genética rara com características de desenvolvimento, comportamento e neuromuscular. Segundo os autores, a coexistência de doença reativa das vias aéreas e transtorno do espectro autista aumenta o risco de eventos adversos respiratórios perioperatórios e complica a indução e o despertar anestésicos. A literatura sobre as implicações anestésicas dessa microdeleção é limitada, e este caso se soma a ela.
Como foi feito
Trata-se de relato de caso de um menino de 6 anos com microdeleção do cromossomo 7q32.1, transtorno do espectro autista, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, hipotonia e asma, que se apresentou para ligadura eletiva de processo vaginal patente sob anestesia geral. Foi empregada uma estratégia perioperatória de minimização da estimulação da via aérea e preservação da ventilação espontânea, com indução anestésica com sevoflurano em oxigênio, uso de máscara laríngea em vez de intubação traqueal e ausência de bloqueio neuromuscular. O resumo não informa o local, o período do atendimento nem a duração do seguimento.
O que encontraram
O curso perioperatório foi sem intercorrências, sem complicações respiratórias. Segundo os autores, o uso de dispositivo supraglótico para a via aérea com manutenção da ventilação espontânea, associado a uma abordagem comportamental tranquila e adaptada, permitiu anestesia segura nesta criança. O resumo não relata outros desfechos, como tempo de internação, necessidade de analgesia pós-operatória ou dados de seguimento.
Limitações
Por ser um relato de caso único, o estudo não permite estabelecer superioridade da estratégia anestésica descrita nem generalizar o resultado para outras crianças com a mesma microdeleção. Não há grupo controle, e o resumo não informa local, período, detalhes da monitorização, duração do procedimento ou seguimento. A descrição de um curso sem intercorrências em um único paciente não permite estimar a frequência de eventos adversos respiratórios perioperatórios nessa população.
Para o pediatra
O caso descreve uma criança de 6 anos com microdeleção do cromossomo 7q32.1 que, além das características de desenvolvimento e comportamento, apresentava hipotonia e asma, condições que os autores apontam como capazes de aumentar o risco de eventos adversos respiratórios perioperatórios e de dificultar a indução e o despertar anestésicos. O relato ilustra que, nesse perfil, uma avaliação pré-anestésica atenta a essas comorbidades e a comunicação com a equipe de anestesia fazem parte do planejamento do procedimento eletivo. O resumo não traz orientações sobre quando encaminhar nem sobre condutas específicas para o pediatra geral.
Para o especialista
O relato descreve, em uma criança com microdeleção 7q32.1, autismo, TDAH, hipotonia e asma, uma estratégia anestésica baseada em indução com sevoflurano em oxigênio, máscara laríngea em vez de intubação traqueal, ausência de bloqueio neuromuscular e manutenção da ventilação espontânea, com curso perioperatório sem complicações respiratórias. Os autores atribuem o resultado à minimização da estimulação da via aérea e a uma abordagem comportamental adaptada. Como se trata de um caso único, sem controle e com informações limitadas no resumo, o material sugere uma possibilidade de manejo, mas não permite concluir superioridade sobre outras técnicas anestésicas nessa população.
Referência
Lal S, Khan E, Rasheed M et al.. Anaesthetic Management of a Child with Chromosome 7q32.1 Microdeletion Undergoing Ligation of Patent Processus Vaginalis. Ir Med J 2026.
PubMed: 42937151
Matéria escrita pelo Fôlego a partir do resumo publicado.
Fonte: PubMed · matérias do Fôlego · pubmed.ncbi.nlm.nih.gov