Vídeos de orofaringe gravados pelos pais classificam amígdalas com concordância forte, mas 12% são inutilizáveis
Vídeos de orofaringe gravados pelos pais avaliam tamanho de amígdalas em crianças com distúrbio respiratório do sono
Em estudo prospectivo de acurácia diagnóstica com 169 crianças com mediana de 4,4 anos já agendadas para cirurgia, três otorrinolaringologistas pediátricos cegados classificaram o tamanho das amígdalas pela escala de Brodsky em vídeos de orofaringe gravados pelos pais com o dispositivo portátil TytoCare, com concordância forte (Kendall's W = 0,88; p < 0,01).
EM UM MINUTO
- O achado
- Vídeos de orofaringe gravados pelos pais permitiram classificar o tamanho das amígdalas com concordância forte entre otorrinolaringologistas e especificidade de 86% frente ao exame presencial, mas 12% dos vídeos foram inutilizáveis.
- Para quem importa
- Otorrinolaringologistas pediátricos e pediatras que acompanham crianças com distúrbio respiratório do sono e hipertrofia amigdaliana.
- Muda algo agora?
- NãoGrau do que o próprio estudo sustenta, não uma recomendação do Fôlego.
- Estágio da evidência
- Artigo revisadoArtigo publicado em revista, após revisão por pares.
- População
- crianças com mediana de 4,4 anos (intervalo interquartil de 3,3 a 7,6) · distúrbio respiratório do sono com indicação de amigdalectomia, adenoidectomia ou adenomigdalectomia · centro terciário único de referência pediátrica; país não informado no resumo
- Desenho
- Estudo transversal (estudo prospectivo de acurácia diagnóstica em um único centro, com amostra consecutiva)
- Principal limitação
- Estudo de um único centro terciário, restrito a crianças já agendadas para cirurgia, sem validação suficiente para decisões cirúrgicas rotineiras, segundo os autores.
- Texto lido
- Somente o resumo
- Conflitos de interesse declarados
- Não informado
- O que se transfere ao contexto brasileiro
- O resumo não informa o país do estudo nem detalhes de recursos além do uso de um dispositivo portátil de telemedicina (TytoCare) e de três otorrinolaringologistas pediátricos avaliadores; a transposição ao contexto brasileiro depende dessas condições e da validação em populações não selecionadas para cirurgia, que o material não permite comparar.
Em estudo prospectivo de acurácia diagnóstica com 169 crianças, três otorrinolaringologistas tiveram concordância forte na classificação de Brodsky por vídeo, mas 12% dos vídeos foram inutilizáveis.
Um estudo prospectivo de acurácia diagnóstica avaliou se vídeos de orofaringe gravados pelos pais com um dispositivo portátil de telemedicina (TytoCare) permitem classificar o tamanho das amígdalas em crianças com distúrbio respiratório do sono. Foram incluídas 169 crianças de um centro terciário de referência pediátrica, com mediana de idade de 4,4 anos, agendadas para amigdalectomia, adenoidectomia ou adenomigdalectomia. Três otorrinolaringologistas pediátricos, cegados, classificaram o tamanho das amígdalas pela escala de Brodsky, com concordância forte entre avaliadores (Kendall's W = 0,88; p < 0,01). Tendo o exame presencial como referência, a sensibilidade foi de 70%, a especificidade de 86%, o valor preditivo positivo de 84% e o valor preditivo negativo de 73%.
Como foi feito
Estudo prospectivo de acurácia diagnóstica conduzido em um único centro terciário de referência pediátrica. Uma amostra consecutiva de 169 crianças agendadas para amigdalectomia, adenoidectomia ou adenomigdalectomia foi incluída. Os pais gravaram vídeos de orofaringe com um dispositivo portátil de telemedicina (TytoCare). Três otorrinolaringologistas pediátricos, cegados, classificaram independentemente o tamanho das amígdalas pela escala de Brodsky. Foram avaliadas a concordância entre avaliadores, o desempenho diagnóstico em relação ao exame presencial e a usabilidade dos vídeos. O resumo não informa o período do estudo nem o tempo de seguimento.
O que encontraram
Entre as 169 crianças (mediana de idade de 4,4 anos; intervalo interquartil de 3,3 a 7,6), 53% foram submetidas a adenomigdalectomia e 46% apenas a adenoidectomia. A concordância entre avaliadores para a classificação do tamanho das amígdalas foi forte (Kendall's W = 0,88; p < 0,01) e permaneceu substancial quando os graus foram dicotomizados em 0–2 versus 3–4 (Fleiss κ = 0,65; IC 95%: 0,58–0,73). Usando o exame presencial como padrão de referência, a sensibilidade foi de 70%, a especificidade de 86%, o valor preditivo positivo de 84% e o valor preditivo negativo de 73%. Vinte e um vídeos (12%) foram inutilizáveis por todos os avaliadores e 54 (32%) por pelo menos um avaliador, com taxas mais altas em crianças mais jovens.
Limitações
Os autores reconhecem que validação adicional é necessária antes de se apoiar rotineiramente na avaliação por vídeo para decisões cirúrgicas. O desenho é de um único centro terciário de referência, com amostra de crianças já agendadas para cirurgia, o que restringe a generalização a populações não selecionadas e a outros níveis de atenção. O resumo não informa o período do estudo nem o seguimento, e a proporção de vídeos inutilizáveis, maior em crianças menores, pode limitar a aplicabilidade do método nessa faixa etária.
Para o pediatra
O estudo descreve crianças com distúrbio respiratório do sono já encaminhadas para cirurgia, com mediana de 4,4 anos, nas quais os pais conseguiram gravar vídeos de orofaringe em casa com um dispositivo portátil. A classificação do tamanho das amígdalas por esses vídeos teve concordância forte entre otorrinolaringologistas e especificidade de 86% frente ao exame presencial, mas 12% dos vídeos não foram utilizáveis por nenhum avaliador e 32% por pelo menos um, com mais problemas em crianças mais jovens. O material não traz orientações sobre quando indicar o exame presencial nem sobre conduta clínica.
Para o especialista
Para o otorrinolaringologista pediátrico, o estudo sugere que vídeos de orofaringe capturados pelos pais podem ser uma via factível de avaliação remota do tamanho das amígdalas em crianças selecionadas com distúrbio respiratório do sono, com concordância forte entre avaliadores na escala de Brodsky e desempenho diagnóstico favorável em relação ao exame presencial. Os próprios autores condicionam o uso à validação adicional antes de decisões cirúrgicas rotineiras, e a taxa de vídeos inutilizáveis, maior em crianças menores, é um limite prático a considerar. Por ser estudo prospectivo de acurácia em um único centro, com amostra já indicada para cirurgia, os resultados não estabelecem superioridade do método sobre o exame presencial para indicação operatória.
Referência
Livneh N, Wazana Y, Peled I et al.. Video-Based Assessment of Tonsil Size in Children With Sleep-Disordered Breathing. Laryngoscope 2026.
DOI: 10.1002/lary.71014 · PubMed: 42920092
Texto completo gratuito: doi.org.
Matéria escrita pelo Fôlego a partir do resumo publicado.
Fonte: The Laryngoscope · doi.org
Como esta matéria foi feita
Matéria redigida com auxílio de inteligência artificial (IA) a partir da fonte original (o texto indicado em “Texto lido”) e selecionada automaticamente: a IA resumiu o estudo, extraiu população, desenho e principal limitação, graduou se ele muda algo agora e apontou o que se transfere ao contexto brasileiro. O editor responsável, Andrey Barbosa Pimenta, acompanha o que vai ao ar e corrige quando necessário; correções de substância são registradas no fim da página, com a data, o que mudou e por quê.