A incidência de abscessos de cabeça e pescoço em crianças atendidas em emergências pediátricas de dois centros de Nebraska triplicou após a pandemia de COVID-19, com aumento em todos os subtipos anatômicos e mais reoperações no período pós-pandemia. Muda algo agora? Não.
Em crianças de 12 a menos de 24 meses com fibrose cística F508del homozigota, 96 semanas de lumacaftor/ivacaftor mantiveram perfil de segurança aceitável e queda média de 21 mmol/L no cloro no suor, com melhora de marcadores pancreáticos. Muda algo agora? Não.
Coorte pediátrica acompanhada por mediana de 6,7 anos não teve nenhum caso registrado de câncer; em 323 adultos com adenocarcinoma, nenhuma CPAM foi identificada na imagem.
Casos anuais subiram de 3.785 para 6.424 e a taxa por 100 mil crianças passou de 5,1 para 8,8; metade dos atendimentos foi em crianças de 13 a 24 meses.
Em ensaio cruzado com 32 pacientes, o sistema automatizado manteve a pressão entre 15 e 25 cmH2O por muito mais tempo e reduziu a carga de trabalho da enfermagem.
Painel Delphi de especialistas definiu conduta para crupe recorrente pediátrico, com algoritmo de estratificação de risco e sem consenso sobre corticoide inalatório empírico.
Revisão sistemática com 18 estudos e mais de 24 mil intubações encontrou 72,2% de sucesso na primeira tentativa com videolaringoscopia contra 69,0% com laringoscopia direta, com certeza de evidência muito baixa.
Ensaio fatorial internacional com 424 crianças parado precocemente por futilidade não mostrou ganho de dias livres de ventilador com pronação nem com HFOV, e apontou mais eventos adversos.
Em uma coorte de 228 pacientes submetidos a traqueostomia aberta em um centro terciário, cada dia mais precoce de consulta com fonoaudiólogo foi associado a internação 1,39 dia mais curta e a economia estimada de US$ 1.039,30 por dia em enfermaria, US$ 1.581,10 em unidade de cuidados intermediários e US$ 2.221,00 em UTI.
Por que importa: A coorte quantifica em dólares e em dias de internação o que a consulta precoce de fonoaudiologia muda após traqueostomia aberta, o que ajuda a justificar esse fluxo na rotina hospitalar.
Ensaio randomizado multicêntrico com 673 lactentes mostrou 83% de sucesso na primeira tentativa com videolaringoscopia versus 75% com laringoscopia direta, sem aumento de complicações.
Em uma coorte retrospectiva de 79 crianças operadas entre 2015 e 2026 em um único centro, a análise CUSUM identificou curva de aprendizado de aproximadamente 15 casos para a correção toracoscópica de atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica, com tempo operatório caindo de 3,4 h na fase inicial para 2,5 h na fase proficiente (p = 0,034).
Em 40 crianças polonesas, a distração evitou traqueostomia em 93,3% dos pacientes sem traqueostomia prévia, mas apenas 20% dos já traqueostomizados foram decanulados.
Revisão sistemática de 11 ensaios clínicos randomizados com 1.455 prematuros com síndrome do desconforto respiratório mostrou que, comparado ao CPAP isolado, o MIST reduziu a intubação em 72 horas de 72,1% para 36,5% (RR 0,50; IC 95%: 0,40-0,64; certeza alta) e reduziu o pneumotórax.
Em revisão de 58 lactentes submetidos a oclusão traqueal fetal endoscópica, correção cirúrgica mais tardia e fechamento abdominal em dois tempos acompanharam a melhora, sem aumento de recidiva.
A edição de outubro de 2026 do WABIP Newsletter (Volume 14, Issue 3) aborda o manejo da perda de via aérea durante broncoscopia rígida terapêutica, com planejamento prévio, técnicas de resgate e indicação de ECMO.
International Journal of Pediatric OtorhinolaryngologySeleção
Análise do banco NSQIP-P com 5.784 traqueostomias em crianças mostrou traqueíte precoce em 652 casos, com média de 11 dias após a cirurgia, e internações mais longas.
Em 50 cenários simulados, o melhor modelo teve 6,5% de erros críticos e o pior, 23,0%; contraindicações falsas apareceram em todos, principalmente ligadas ao rocurônio.
Em 69 adultos operados ao longo de 17 anos, ressecção segmentar teve menos complicações graves que ressecção cricotraqueal; T-tube prévio e reestenose associaram-se a complicações leves e granulação.
Em estudo observacional prospectivo com 120 pacientes traqueostomizados, o treinamento com válvula de fala foi bem tolerado e provocou adaptação mecânica respiratória imediata, com aumento da complexidade respiratória (entropia multiescala nas escalas 1 a 5; p ajustado < 0,05), além de estresse cardiovascular agudo por retirada vagal.
Por que importa: O estudo mostra que os benefícios de oxigenação da válvula de fala aparecem só após a retirada, o que sustenta incluir um período de recuperação monitorada no protocolo de treinamento.
Técnica descreve como confeccionar, a partir de um tubo T de Montgomery tamanho 12, um stent intraluminal para reconstruções complexas de via aérea quando o molde laríngeo-traqueal não está disponível.