Em coorte retrospectiva de 194 crianças atendidas em dois centros de Nebraska entre 2017 e 2024, a incidência de abscessos de cabeça e pescoço subiu de 3,34 para 6,13 e 10,95 por 10 mil pacientes de pronto-socorro por ano nos períodos pré-pandemia, lockdown e pós-pandemia, um aumento de 3,28 vezes (p < 0,0001).
Por que importa: A coorte mostra aumento sustentado de abscessos cervicais e de cabeça e pescoço em crianças após a pandemia, com mais reoperações, o que ajuda a calibrar a suspeita clínica e o manejo cirúrgico.
Um estudo aberto de fase 3 acompanhou 52 crianças com fibrose cística F508del homozigoto que iniciaram lumacaftor/ivacaftor entre 12 e 24 meses em 22 centros dos Estados Unidos e do Canadá, com segurança e tolerabilidade como desfecho primário.
Por que importa: O estudo estende para 96 semanas a segurança de lumacaftor/ivacaftor em crianças com F508del homozigoto tratadas antes dos 2 anos e mostra queda sustentada do cloro no suor e aumento da elastase-1 fecal.
Uma coorte de centro único em Belfast acompanhou prospectivamente 129 crianças com malformações pulmonares congênitas, 61% delas com CPAM, por mediana de 6,7 anos, e nenhuma desenvolveu neoplasia no cruzamento com o registro regional de câncer da Irlanda do Norte.
Por que importa: O seguimento de 129 crianças com malformações pulmonares congênitas manejadas de forma conservadora não encontrou câncer, o que ajuda a ponderar o risco de malignidade na indicação de ressecção.
Uma análise do National Electronic Injury Surveillance System identificou 24.891 atendimentos de emergência por ingestão ou aspiração de pilhas-botão em crianças nos Estados Unidos entre 2020 e 2024, com o número anual subindo de 3.785 para 6.424, alta de 70% (p < 0,001).
Por que importa: O levantamento mostra aumento absoluto e relativo dos atendimentos por pilhas-botão mesmo com população pediátrica em queda, o que sustenta manter a suspeita em crianças de 13 a 24 meses.
Em ensaio clínico randomizado cruzado e multicêntrico com 32 crianças de 1 mês a 18 anos sob ventilação mecânica, o controle automatizado da pressão do cuff manteve a faixa de 15 a 25 cmH2O por mais tempo que o ajuste manual intermitente feito pela enfermagem.
Por que importa: O ensaio cruzado randomizado mostra que a pressão do cuff oscila fora da faixa com o ajuste manual intermitente, o que ajuda a repensar a rotina de monitorização na criança ventilada.
Revisão sistemática encomendada pelo Grupo de Trabalho de Suporte de Vida Pediátrico do ILCOR, com 18 estudos e mais de 24 mil intubações, encontrou 72,2% de sucesso na primeira tentativa com videolaringoscopia contra 69,0% com laringoscopia direta (RR 1,11; IC 95% 1,06–1,16) e menos eventos adversos graves associados à intubação (7,7% versus 11,8%; RR 0,76; IC 95% 0,62–0,93), ambos com certeza de evidência muito baixa.
Por que importa: A revisão encomendada pelo ILCOR reúne pronto-socorro, UTI pediátrica e pré-hospitalar e mostra que o ganho da videolaringoscopia na primeira tentativa vem acompanhado de menos eventos graves, com certeza muito baixa.
O ensaio fatorial internacional PROSpect, em 75 UTIs pediátricas de 18 países, não encontrou ganho de dias livres de ventilador até o dia 28 com pronação nem com ventilação oscilatória de alta frequência (HFOV) em crianças com SDRA pediátrica moderada a grave e precoce.
Por que importa: O ensaio fatorial em 75 UTIs pediátricas mostra que pronação e HFOV não aumentaram dias livres de ventilador na PARDS precoce, com mais eventos adversos, o que ajuda a rever a rotina.
Em uma coorte de 228 pacientes submetidos a traqueostomia aberta em um centro terciário, cada dia mais precoce de consulta com fonoaudiólogo foi associado a internação 1,39 dia mais curta e a economia estimada de US$ 1.039,30 por dia em enfermaria, US$ 1.581,10 em unidade de cuidados intermediários e US$ 2.221,00 em UTI.
Por que importa: A coorte quantifica em dólares e em dias de internação o que a consulta precoce de fonoaudiologia muda após traqueostomia aberta, o que ajuda a justificar esse fluxo na rotina hospitalar.
Ensaio clínico randomizado multicêntrico em oito centros de cardiologia pediátrica dos Estados Unidos mostrou 83% de sucesso na primeira tentativa de intubação nasotraqueal com videolaringoscopia versus 75% com laringoscopia direta em 673 lactentes, com diferença de risco ajustada de 8,2% (IC 95% 2,0–14,3; p=0,0093).
Por que importa: Ensaio randomizado multicêntrico em lactentes cardíacos mostra que a videolaringoscopia eleva o sucesso na primeira tentativa de intubação nasotraqueal sem aumentar complicações, o que orienta a escolha do dispositivo.
Em uma coorte retrospectiva de 79 crianças operadas entre 2015 e 2026 em um único centro, a análise CUSUM identificou curva de aprendizado de aproximadamente 15 casos para a correção toracoscópica de atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica, com tempo operatório caindo de 3,4 h na fase inicial para 2,5 h na fase proficiente (p = 0,034).
Por que importa: A análise CUSUM mostra que, em programa de baixo volume, a curva de aprendizado da correção toracoscópica de atresia de esôfago chega a cerca de 15 casos, e não aos 10 dos centros de alto volume.
Em coorte retrospectiva de centro único na Polônia com 40 lactentes de 0 a 12 meses com obstrução de via aérea superior por hipoplasia mandibular, a distração osteogênica mandibular bilateral alcançou o desfecho composto de sucesso em 30/40 (75,0%), com 95,7% na sequência de Pierre Robin isolada e 47,1% na sindrômica (p < 0,001).
Por que importa: A série separa evitar a traqueostomia de decanular quem já a tinha, mostrando que o diagnóstico sindrômico e a instrumentação prévia mudam o prognóstico da distração mandibular.
Revisão sistemática de 11 ensaios clínicos randomizados com 1.455 prematuros com síndrome do desconforto respiratório mostrou que, comparado ao CPAP isolado, o MIST reduziu a intubação em 72 horas de 72,1% para 36,5% (RR 0,50; IC 95%: 0,40-0,64; certeza alta) e reduziu o pneumotórax.
Por que importa: A revisão separa o que a evidência sustenta em cada comparação do surfactante menos invasivo, mostrando que o benefício depende do comparador e da qualidade dos ensaios.
Uma revisão retrospectiva de 58 lactentes com hérnia diafragmática congênita grave submetidos a oclusão traqueal fetal endoscópica (FETO) no King's College Hospital, em Londres, mostrou sobrevida de 44,1% entre 2002 e 2007 e de 70,8% entre 2020 e 2025 (p = 0,044).
Por que importa: A série mostra que a melhora de sobrevida na HDC grave tratada com FETO veio acompanhada de mudanças no manejo pós-natal, o que ajuda a discutir o timing cirúrgico e o fechamento abdominal.
sexta-feira · 3 itens
International Journal of Pediatric OtorhinolaryngologySeleção
Análise do banco NSQIP-P com 5.784 traqueostomias em crianças mostrou traqueíte precoce em 652 casos (11,3%), em média 11 ± 8 dias após a cirurgia, com internações mais longas. Corticoide pré-operatório, suporte nutricional e comorbidades cardíacas associaram-se a maior risco, com persistência após estratificação por ASA e ponderação por escore de propensão. Crianças com traqueíte tiveram mais pneumonia (11,5% vs 4,6%) e sepse (20,7% vs 4,3%), todos com p < 0,001.
Por que importa: A análise do NSQIP-P estima a traqueíte precoce em 11,3% e aponta fatores de risco pré e pós-operatórios, o que ajuda a definir quem vigiar de perto no primeiro mês após a traqueostomia infantil.
Em 50 cenários simulados de via aérea difícil pediátrica, cinco LLMs avaliados por dois anestesiologistas (κ ponderado quadrático de 0,982) tiveram taxa de erros críticos de 6,5% a 23,0%, com o GPT-5.2 Thinking obtendo a maior proporção de respostas aceitáveis e o Claude Opus 4.5 a maior taxa (23,0%).
Em coorte retrospectiva unicêntrica de 69 adultos operados entre 2007 e 2024, a ressecção segmentar associou-se a menos complicações graves que a ressecção cricotraqueal (OR 0,2; p = 0,046). Complicações leves relacionaram-se a T-tube prévio (OR 12,8; p = 0,002) e reestenose antes da cirurgia (OR 15,2; p = 0,004), e granulação clinicamente significativa a reestenose prévia (OR 27,0; p < 0,001) e T-tube prévio (OR 8,5; p = 0,008).
Em estudo observacional prospectivo com 120 pacientes traqueostomizados, o treinamento com válvula de fala foi bem tolerado e provocou adaptação mecânica respiratória imediata, com aumento da complexidade respiratória (entropia multiescala nas escalas 1 a 5; p ajustado < 0,05), além de estresse cardiovascular agudo por retirada vagal.
Por que importa: O estudo mostra que os benefícios de oxigenação da válvula de fala aparecem só após a retirada, o que sustenta incluir um período de recuperação monitorada no protocolo de treinamento.
Em coorte retrospectiva de 877 prematuros ventilados em uma UTI neonatal terciária em Riade, a falha de extubação em até 72 horas ocorreu em 89 crianças (10,1%), com incidência de 22,5% abaixo de 26 semanas e 4,9% entre 30 e 31 semanas e 6 dias.
Por que importa: A coorte de nove anos quantifica a carga da falha de extubação em prematuros extremos e mostra que a idade gestacional, sozinha, não decide a reintubação.
Em coorte retrospectiva nacional com 54.797 receptores de transplante pulmonar isolado e 1.963 de transplante pulmonar multiorgânico (1987–2024), o volume pediátrico caiu para 0,8% dos transplantes pulmonares isolados em 2020–2024, com o transplante coração-pulmão recuando de 9,0% antes de 2000 para 1,8% no período recente.
Em coorte retrospectiva de um único centro com 34 pacientes e 37 ressecções pulmonares por bronquiectasia, a VATS foi usada em 81,1% dos procedimentos, com complicações pós-operatórias em 16,2% e nenhuma mortalidade em 30 dias.