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Seminars in Pediatric Surgery· Fichera A, Floramo G, Patti R et al.·· há 1 diaSeleção

Cirurgia toracoscópica e aberta da atresia de esôfago: desfechos de longo prazo dependem da experiência do centro

Pergunta clínica

Em crianças com atresia de esôfago, a correção por videotoracoscopia, comparada à cirurgia aberta, resulta em desfechos anastomóticos, respiratórios, gastroesofágicos e musculoesqueléticos de longo prazo diferentes?

EM UM MINUTO

Em centros especializados, a correção toracoscópica da atresia de esôfago mostrou desfechos de longo prazo semelhantes aos da cirurgia aberta, com menor incidência de complicações musculoesqueléticas em vários estudos recentes. Os resultados foram menos favoráveis em centros de baixo volume, o que reforça o peso da experiência cirúrgica.

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Pode informar a discussãoGrau do que o próprio estudo sustenta, não uma recomendação do Fôlego.
População
Atresia de esôfago corrigida cirurgicamente · Centros especializados, incluindo análises de registro nacional e coortes multicêntricas
Desenho
Revisão narrativa (Revisão de estudos clínicos comparativos, coortes multicêntricas, análises de registro nacional, revisões sistemáticas e metanálises publicados entre 2020 e 2025)
Estágio da evidência
Artigo revisadoArtigo publicado em revista, após revisão por pares.
Principal limitação
A conclusão se apoia em estudos observacionais e de registro, sem randomização, e os próprios autores apontam que o desempenho varia conforme o volume e a experiência do centro.
Texto

O que fizeram

Foram revisados estudos comparativos, coortes multicêntricas, análises de registro nacional, revisões sistemáticas e metanálises publicados entre 2020 e 2025. Os desfechos principais foram complicações anastomóticas, morbidade respiratória, deformidades musculoesqueléticas, reoperações e qualidade de vida relacionada à saúde.

O que encontraram

DesfechoResultado
Desfechos de longo prazo em centros especializadosEstudos de registro e com pareamento por escore de propensão não mostraram diferenças significativas entre as duas técnicas.
Fístula anastomótica, estenose e cirurgia antirrefluxoTaxas comparáveis após ajuste para características basais.
Complicações musculoesqueléticas de longo prazoA videotoracoscopia associou-se a menor incidência em vários estudos contemporâneos, incluindo escoliose e deformidades da parede torácica.
Resultados conforme volume do centroDesfechos menos favoráveis em centros de baixo volume.

Quanto confiar

  • A favor: A revisão reúne evidência recente, de 2020 a 2025, incluindo registros nacionais e análises com pareamento por escore de propensão.
  • A favor: Os desfechos avaliados cobrem o que mais pesa no seguimento: anastomose, refluxo, respiração, parede torácica e qualidade de vida.
  • Sem randomização: A revisão compara estudos observacionais, coortes e análises de registro, sem ensaios randomizados entre as técnicas.
  • Retrospectivo: Boa parte da base comparativa vem de análises de registro nacional e coortes com pareamento por escore de propensão, com dados coletados após os desfechos.
  • Não localizado no material consultado: Número de estudos e de pacientes incluídos na revisão
  • Não localizado no material consultado: Definição de baixo volume e de curva de aprendizado

Na prática

Para quem acompanha crianças operadas de atresia de esôfago, a mensagem é que a escolha da via de acesso não parece definir o prognóstico de longo prazo quando o centro tem experiência, e que a toracoscopia pode poupar a parede torácica. O estudo não testou protocolos de seguimento nem comparou resultados entre países, e a transposição para o contexto brasileiro depende do volume e da experiência de cada serviço, além da estrutura disponível para o seguimento de longo prazo.

Contexto

A sobrevida na atresia de esôfago já supera 90%, o que deslocou a atenção para a morbidade de longo prazo e a qualidade de vida. A correção toracoscópica vem sendo cada vez mais adotada, com evidências que sugerem desfechos comparáveis aos da cirurgia aberta e menos sequelas musculoesqueléticas, mas os resultados de longo prazo parecem depender fortemente da experiência cirúrgica e do volume institucional.

Referência

Fichera A, Floramo G, Patti R et al.. Long-term outcomes after thoracoscopic versus open repair of esophageal atresia: The role of surgical expertise. Semin Pediatr Surg 2026.

DOI: 10.1016/j.sempedsurg.2026.151701 · PubMed: 42971832

Texto completo gratuito: doi.org, licença CC BY-NC-ND.

Matéria escrita com inteligência artificial e publicada automaticamente; o editor responsável, Andrey Barbosa Pimenta, acompanha o que vai ao ar e corrige quando necessário.

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