Serviços australianos de audição infantil divergem na classificação do grau de perda auditiva
Pergunta clínica
Em crianças de zero a 18 anos atendidas em serviços australianos de saúde auditiva, como a perda auditiva é categorizada e os limiares em dB HL são definidos entre os diferentes serviços?
EM UM MINUTO
A maioria das organizações usa um sistema de seis categorias, com limiares concordantes para Normal, Leve, Grave e Profundo, mas as faixas de Moderado, Moderadamente Grave e Grave a Profundo variam e se sobrepõem entre serviços. A falta de padronização no meio da escala dificulta comparação de dados e planejamento de serviços.
- Muda algo agora?
- NãoGrau do que o próprio estudo sustenta, não uma recomendação do Fôlego.
- População
- zero a 18 anos · perda auditiva infantil · serviços australianos de triagem auditiva neonatal universal, audiologia diagnóstica, reabilitação auditiva e implante coclear
- Desenho
- Estudo transversal (levantamento nacional transversal com 99 organizações que prestam 290 serviços de saúde auditiva infantil)
- Estágio da evidência
- Artigo revisadoArtigo publicado em revista, após revisão por pares.
- Principal limitação
- Apenas 43 organizações relataram categorias e 40 forneceram faixas de limiares, o que limita a representatividade do mapeamento.
O que fizeram
Organizações que oferecem triagem auditiva neonatal universal, audiologia diagnóstica, reabilitação auditiva e implante coclear em toda a Austrália responderam a um levantamento nacional. As categorias e os limiares em dB HL foram comparados entre jurisdições, sistemas de categorização e tipos de serviço.
O que encontraram
| Desfecho | Por grupo |
|---|---|
| Sistema de categorias mais usado | A maioria das organizações adotou um sistema de seis categorias, incluindo Normal, Leve, Moderado, Grave e Profundo. |
| Limiares em dB HL por categoria | Houve concordância para Normal (≤20 dB HL), Leve (21–40 dB HL), Grave (71–90 dB HL) e Profundo (≥91 dB HL). |
| Categorias de faixa intermediária | Os limiares de Moderado, Moderadamente Grave e Grave a Profundo variaram, com faixas sobrepostas entre os serviços. |
Quanto confiar
- A favor: O levantamento abrangeu organizações de diferentes etapas do cuidado auditivo infantil em todo o país, incluindo triagem, diagnóstico, reabilitação e implante.
- Retrospectivo: Trata-se de um levantamento transversal que descreve práticas já em uso nos serviços, sem seguimento de pacientes.
- Sem randomização: Não há grupos comparados por sorteio; a comparação é entre categorizações adotadas por serviços diferentes.
- Não localizado no material consultado: Critérios de seleção das organizações participantes
- Não localizado no material consultado: Distribuição geográfica e por tipo de serviço das 43 organizações que relataram categorias
Na prática
Para quem atende crianças com perda auditiva, o estudo mostra que o mesmo limiar pode receber rótulos diferentes conforme o serviço, o que afeta a comunicação entre profissionais e a comparação de dados. A padronização proposta depende de consenso nacional e não foi testada quanto a desfechos clínicos. No Brasil, a transposição exige considerar as categorias e limiares adotados localmente, que o estudo não avaliou.
Contexto
Muitas organizações usam faixas de limiares amplamente alinhadas a padrões reconhecidos, mas a variação nas categorias intermediárias motivou a proposta de um consenso nacional unificado.
Referência
Wang J, Qian WZ, Smith L et al.. Exploring the categorisation of hearing loss across Australia's paediatric hearing health services. Int J Audiol 2026.
DOI: 10.1080/14992027.2026.2749168 · PubMed: 42967821
Texto completo gratuito: doi.org, licença CC BY.
Matéria escrita com inteligência artificial e publicada automaticamente; o editor responsável, Andrey Barbosa Pimenta, acompanha o que vai ao ar e corrige quando necessário.