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PubMed · matérias do Fôlego· Shahar AI, Alghamdi MM, Athwani ZA et al.·· há 6 diasSeleção

Revisão sistemática: VATS e fibrinólise intrapleural superam a drenagem isolada no empiema pleural pediátrico

Empiema pleural pediátrico: VATS e fibrinólise intrapleural são superiores à drenagem isolada, com mais sucesso em procedimento único para a cirurgia

Resumo por IA

Uma revisão sistemática com 22 estudos e 3.667 crianças com empiema pleural em estágios 1 a 3 mostrou sucesso em procedimento único de 67% a 100% com VATS e de 63% a 98% com fibrinólise intrapleural, contra 47% com drenagem isolada.

Por que importa

A revisão reúne 22 estudos e 3.667 crianças e separa sucesso global de sucesso em procedimento único, o que ajuda a comparar VATS, fibrinólise e drenagem isolada na indicação cirúrgica.

Texto

Revisão sistemática de 22 estudos e 3.667 crianças mostra sucesso de 67%–100% com VATS e 63%–98% com fibrinólise em procedimento único, contra 47% da drenagem isolada.

Uma revisão sistemática comparou estratégias de tratamento do empiema pleural em crianças, reunindo 22 estudos (18 coortes e 4 ensaios clínicos randomizados) e 3.667 pacientes com empiema em estágios 1 a 3. As abordagens avaliadas foram videotoracoscopia (VATS), fibrinólise intrapleural, drenagem torácica e toracotomia. O sucesso relatado pelos estudos variou de 90% a 96% com VATS e de 70% a 95% com fibrinólise; quando o desfecho foi padronizado como sucesso em procedimento único, as taxas caíram para 67%–100% e 63%–98%, respectivamente, contra 47% da drenagem isolada. Os autores concluem que VATS e fibrinólise são seguras e eficazes e superiores à drenagem isolada, com a VATS resolvendo mais frequentemente em um único procedimento.

Contexto

Os autores justificam a revisão pela necessidade de comparar as estratégias de manejo do empiema pleural pediátrico quanto a eficácia, segurança, tempo de internação, complicações e desfechos de longo prazo. O material disponível não detalha o que já se sabia antes do estudo além disso.

Como foi feito

Revisão sistemática conduzida segundo as diretrizes PRISMA, com buscas no PubMed, Web of Science, Cochrane Library e ScienceDirect no período de janeiro de 2005 a maio de 2025. Após as exclusões, foram incluídos 22 estudos, sendo 18 coortes e 4 ensaios clínicos randomizados, totalizando 3.667 pacientes com empiema em estágios 1 a 3. A qualidade foi avaliada pela Newcastle-Ottawa Scale e pela ferramenta Cochrane de risco de viés. Como os estudos definiam sucesso de forma inconsistente, a efetividade também foi expressa como sucesso em procedimento único, ou seja, resolução sem necessidade de novo procedimento de drenagem. Os desfechos incluíram reoperação ou reintervenção, tempo de internação, complicações e mortalidade.

O que encontraram

As abordagens avaliadas foram VATS, fibrinólise intrapleural, drenagem por tubo torácico e toracotomia. O sucesso relatado pelos estudos variou de 90% a 96% com VATS e de 70% a 95% com fibrinólise. Quando expresso como sucesso em procedimento único, esse percentual caiu para 67%–100% com VATS e 63%–98% com fibrinólise, contra 47% com drenagem isolada.

Limitações

Os autores observam que a alocação entre as estratégias não foi padronizada, de modo que as diferenças nas taxas de reintervenção não devem ser interpretadas como causais. A definição de sucesso foi inconsistente entre os estudos, o que motivou a análise adicional por sucesso em procedimento único. O material disponível não informa tempo de seguimento nem detalhes sobre a heterogeneidade entre os estudos incluídos.

Para o pediatra

A revisão reforça que o empiema pleural pediátrico foi tratado nos estudos com VATS, fibrinólise intrapleural ou drenagem torácica, em pacientes com estágios 1 a 3 da doença. Um ponto diretamente útil é a distinção feita pelos autores: o derrame parapneumônico simples exige apenas antibiótico intravenoso e cuidados de suporte, sem procedimento de drenagem. O material não descreve a apresentação clínica nem o momento do encaminhamento dessas crianças.

Para o especialista

Para a decisão de indicação, a revisão sugere que VATS e fibrinólise intrapleural são seguras e eficazes e superiores à drenagem isolada, com a VATS alcançando resolução em procedimento único com mais frequência e a fibrinólise permanecendo opção de primeira linha menos invasiva. Os autores alertam que o tempo de tubo torácico, frequentemente menor após VATS, não mede eficácia, porque o dreno tem finalidade diferente em cada via de tratamento. As taxas globais de complicações foram baixas, com fístula broncopleural relatada por apenas três estudos. Como a alocação não foi padronizada, o desenho permite associação, não superioridade causal, e as diferenças de reintervenção não devem ser lidas como causais.

Referência

Shahar AI, Alghamdi MM, Athwani ZA et al.. Management Strategies for Paediatric Pleural Empyema: A Systematic Review. J Paediatr Child Health 2026.

DOI: 10.1111/jpc.70617 · PubMed: 42888492

Texto completo gratuito: doi.org.

Matéria escrita pelo Fôlego a partir do resumo publicado.

Fonte: PubMed · matérias do Fôlego · doi.org