Dilatação com balão da tuba auditiva melhora escore de sintomas em crianças com disfunção tubária
Pergunta clínica
Em crianças com disfunção da tuba auditiva, a dilatação com balão melhora os sintomas relatados em relação aos escores pré-operatórios?
Fôlego em 30 segundos
Em 16 crianças, o escore do Eustachian Tube Dysfunction Questionnaire-7 caiu de 27,1 antes da cirurgia para 12,4 em seis semanas e 11,25 em três meses, com melhora sintomática em todos os pacientes. É uma série retrospectiva de um único centro, sem grupo de comparação, e o desfecho é um questionário, não um resultado clínico.
- Muda algo agora?
- NãoGrau do que o próprio estudo sustenta, não uma recomendação do Fôlego.
- População
- Disfunção da tuba auditiva · Serviço terciário de otorrinolaringologia pediátrica, Reino Unido
- Desenho
- Série de casos: Revisão retrospectiva de um centro, 16 crianças operadas em três anos
- Estágio da evidência
- Artigo revisadoArtigo publicado em revista, após revisão por pares.
- Principal limitação
- Sem grupo de comparação e com desfecho baseado em questionário, não é possível separar o efeito da dilatação do efeito dos procedimentos concomitantes feitos em 46% dos pacientes nem da história natural da disfunção tubária.
O que fizeram
Foram revisados os prontuários de crianças submetidas à dilatação com balão da tuba auditiva por disfunção tubária em um serviço terciário de otorrinolaringologia pediátrica do Reino Unido ao longo de três anos. O escore do Eustachian Tube Dysfunction Questionnaire-7 foi registrado antes da cirurgia e em seis semanas e três meses depois. Não houve grupo controle.
O que encontraram
| Desfecho | Resultado | Observação |
|---|---|---|
| Escore do Eustachian Tube Dysfunction Questionnaire-7 em seis semanas | Média de 12,4, contra 27,1 antes da cirurgia | p < 0,0001 |
| Escore do Eustachian Tube Dysfunction Questionnaire-7 em três meses | Média de 11,25, contra 27,1 antes da cirurgia | p < 0,0001 |
| Melhora sintomática | Todos os pacientes apresentaram melhora dos sintomas, inclusive crianças com fenda palatina já corrigida e histórico de inserção repetida de tubo de ventilação | |
| Procedimentos concomitantes | 46% dos pacientes foram submetidos a outros procedimentos no mesmo momento |
Quanto confiar
- A favor: O escore foi medido em dois momentos após a cirurgia, mostrando que a queda se manteve em três meses.
- A favor: A melhora foi descrita em todos os pacientes, inclusive no subgrupo de crianças com fenda palatina corrigida e tubos de ventilação repetidos, considerado de maior dificuldade.
- Retrospectivo: Revisão retrospectiva de prontuários de crianças operadas ao longo de três anos, sem grupo de comparação.
- Poucos pacientes: Apenas 16 pacientes foram submetidos à dilatação com balão, e 46% deles fizeram procedimentos concomitantes.
- Desfecho substituto: O desfecho principal é o escore de um questionário de sintomas (ETDQ-7), não um desfecho clínico como melhora auditiva ou resolução da efusão.
- Centro único: Série de um único serviço terciário de otorrinolaringologia pediátrica do Reino Unido.
- Não localizado no material consultado: Audiometria, timpanometria ou outros desfechos objetivos de função tubária e audição
- Não localizado no material consultado: Complicações e eventos adversos da dilatação
Na prática
Para o otorrinolaringologista pediátrico e o pediatra que acompanham crianças com disfunção tubária persistente, o estudo sugere que a dilatação com balão pode ser discutida em casos selecionados, inclusive em crianças com fenda palatina corrigida e histórico de tubos de ventilação repetidos. Mas a série é pequena, retrospectiva e sem controle, e o desfecho é um questionário de sintomas: o estudo não testou melhora auditiva, resolução da efusão ou redução de novas cirurgias, e não permite afirmar que a dilatação seja superior ao manejo habitual. No Brasil, a disponibilidade do balão e a experiência dos serviços variam, e a decisão depende de estrutura, seleção de casos e discussão em equipe.
Contexto
A dilatação com balão da tuba auditiva é procedimento minimamente invasivo para disfunção tubária, amplamente adotado em adultos, mas sem série pediátrica publicada no Reino Unido até este trabalho.
Referência
Hogg E, Khong G, Sharma SD. Paediatric Eustachian tube balloon dilatation: the first UK experience. J Laryngol Otol 2026.
DOI: 10.1017/s0022215126106069 · PubMed: 42984218
Acesso: o artigo completo é pago na editora. Autores costumam enviar uma cópia a quem pede pelo e-mail de correspondência indicado no artigo.
Matéria escrita com inteligência artificial e publicada automaticamente; o editor responsável, Andrey Barbosa Pimenta, acompanha o que vai ao ar e corrige quando necessário.
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