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BMJ· Han Y, Yi X, Xia J et al.·· há 3 diasSeleção

Ventilação com máscara laríngea reduz eventos respiratórios perioperatórios na adenotonsilectomia pediátrica

Pergunta clínica

Em crianças de 2 a 7 anos submetidas a adenotonsilectomia sob anestesia geral, a ventilação com máscara laríngea, comparada à intubação com tubo endotraqueal, reduz eventos respiratórios adversos perioperatórios?

Fôlego em 30 segundos

A máscara laríngea reduziu eventos respiratórios adversos perioperatórios: 22,5% versus 57,5% com tubo endotraqueal, diferença absoluta de -35,0 pontos percentuais. Não houve eventos adversos graves em nenhum grupo, mas a máscara precisou ser convertida em tubo em três crianças.

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População
2 a menos de 7 anos, média de 4,7 anos · Adenotonsilectomia sob anestesia geral · Quatro hospitais terciários na China, 2023-24
Desenho
Ensaio randomizado multicêntrico, paralelo, 400 crianças (200 por grupo)
Estágio da evidência
Artigo revisadoArtigo publicado em revista, após revisão por pares.
Conflitos de interesse declarados
Os autores declaram apoio do National Natural Science Foundation of China e do Shanghai Oriental Scholar Programme youth grant, sem relações financeiras com organizações interessadas no trabalho nos três anos anteriores.
Principal limitação
O estudo foi feito por anestesiologistas experientes em quatro hospitais terciários chineses, e o resumo não descreve cegamento, o que pode influenciar a detecção de eventos observacionais.
Texto

O que fizeram

As crianças foram sorteadas 1:1 para ventilação com máscara laríngea ou com tubo endotraqueal durante a adenotonsilectomia. O desfecho principal foi a proporção de participantes com qualquer evento respiratório adverso perioperatório — laringoespasmo, broncoespasmo, dessaturação, obstrução de via aérea, tosse intensa ou estridor — na população por intenção de tratar. O seguimento terminou em 4 de maio de 2024.

O que encontraram

DesfechoPor grupoDiferença
Eventos respiratórios adversos no intraoperatório9,0% (18/200) no grupo máscara laríngea versus 17,5% (35/200) no grupo tubo endotraquealDiferença absoluta -8,5 pontos percentuais (IC 95% -15,2 a -1,8; P=0,01)
Eventos respiratórios adversos no pós-operatório16,5% (33/200) no grupo máscara laríngea versus 49,5% (99/200) no grupo tubo endotraquealDiferença absoluta -33,0 pontos percentuais (IC 95% -41,2 a -24,0; P<0,001)
Laringoespasmo0,0% versus 3,0%P=0,03
Dessaturação15,0% versus 28,0%P=0,002
Obstrução de via aérea3,5% versus 12,5%P<0,001
Tosse intensa10,5% versus 42,0%P<0,001
Eventos adversos gravesNenhum em nenhum dos grupos
Conversão da máscara laríngea em tubo endotraquealTrês participantes
Entenda a estatística
Diferença absoluta de risco
Em vez de uma razão, o estudo mostra quantos pontos percentuais a mais de eventos ocorreram com o tubo: 35 pontos percentuais a mais no desfecho principal. Isso permite estimar quantas crianças deixariam de ter um evento para cada grupo de pacientes tratados com máscara laríngea.
Intervalo de confiança
O IC 95% de -43,5 a -25,7 pontos percentuais para o desfecho principal indica que o efeito favorável à máscara laríngea é consistente, já que todo o intervalo fica abaixo de zero. Já o intervalo do intraoperatório (-15,2 a -1,8) chega perto do zero, mostrando efeito menor nesse período.

Quanto confiar

  • A favor: Ensaio randomizado multicêntrico com 400 crianças, tamanho adequado para o desfecho principal.
  • A favor: Análise por intenção de tratar, com diferença absoluta e intervalo de confiança informados.
  • Sem mascaramento: O resumo não descreve cegamento de pacientes, pais ou avaliadores, o que importa porque o desfecho é a ocorrência de eventos respiratórios observados no perioperatório.
  • Não localizado no material consultado: Cegamento dos avaliadores dos desfechos
  • Não localizado no material consultado: Critérios usados para o diagnóstico de cada evento respiratório

Na prática

Para o anestesiologista e o cirurgião que operam adenotonsilectomia em crianças pequenas, o achado sugere que a escolha da via aérea pode influenciar a ocorrência de eventos respiratórios no perioperatório, especialmente no pós-operatório. O estudo foi feito em quatro hospitais terciários chineses, com anestesiologistas experientes, e não testou a máscara laríngea em mãos menos treinadas nem em serviços com outros protocolos de extubação e recuperação. A transferência para o contexto brasileiro depende de fatores como experiência da equipe, disponibilidade de máscaras laríngeas adequadas ao tamanho da criança e estrutura de recuperação pós-anestésica. O estudo não testou desfechos como tempo de internação ou retorno à alimentação.

Contexto

A adenotonsilectomia é uma das cirurgias mais frequentes na infância, e eventos respiratórios perioperatórios são uma preocupação central nessa população. A máscara laríngea é uma alternativa menos invasiva ao tubo endotraqueal, mas seu efeito sobre esses eventos nesse cenário ainda era avaliado em ensaios randomizados.

Referência

Han Y, Yi X, Xia J et al.. Perioperative respiratory adverse events in children undergoing adenotonsillectomy with laryngeal mask airway versus endotracheal tube ventilation: multicentre, randomised controlled trial. BMJ 2026.

DOI: 10.1136/bmj-2026-101019 · PubMed: 42982504

Texto completo gratuito: doi.org, licença CC BY-NC.

Matéria escrita com inteligência artificial e publicada automaticamente; o editor responsável, Andrey Barbosa Pimenta, acompanha o que vai ao ar e corrige quando necessário.

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