A literatura que muda a conduta, toda segunda
Anestesia sem intubação associada a alta mais precoce em cirurgia torácica pediátrica
Entenda o caso
Em crianças submetidas a videotoracoscopia eletiva, a anestesia sem intubação com ventilação espontânea associou-se a internação pós-operatória mais curta que a anestesia geral com intubação traqueal: 3,0 vs 4,0 dias, segundo estudo retrospectivo de um único centro publicado por grupo do Capital Children's Medical Center (Capital Medical University). As complicações pulmonares pós-operatórias caíram de 7,0% para nenhuma no grupo sem intubação. A coorte incluiu 260 crianças, com pareamento por escore de propensão 1:1 que resultou em 86 por grupo. Por ser retrospectivo e de centro único, o desenho não permite atribuir as diferenças à técnica anestésica: fatores não medidos podem explicar parte dos resultados. O estudo também não avaliou a segurança da técnica em crianças menores ou com doença pulmonar mais grave, nem comparou protocolos de analgesia ou de drenagem. Não há, por ora, mudança de prática indicada pelos autores.
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- Zhonghua Yi Xue Za ZhiAnestesia sem intubação com ventilação espontânea associa-se a alta mais precoce após cirurgia toracoscópica pediátrica
Em crianças operadas por videotoracoscopia, a anestesia sem intubação com ventilação espontânea associou-se a internação pós-operatória mais curta que a anestesia geral com intubação traqueal: 3,0 vs 4,0 dias. As complicações pulmonares pós-operatórias caíram de 7,0% para nenhuma, mas o desenho retrospectivo de um só centro impede tratar a diferença como efeito da técnica. Muda algo agora? Não.
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