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European Archives of Oto-rhino-laryngology : Official Journal of the European Federation of Oto-Rhino-Laryngological Societies (EUFOS) : Affiliated With the German Society for Oto-Rhino-Laryngology - Head and Neck Surgery· Kalcioglu MT, Celik S, Budak M et al.·· há 5 dias

Prestin e Ribeye séricos estão elevados na perda auditiva neurossensorial congênita profunda, mas ainda não servem como teste isolado

Pergunta clínica

Em crianças de 1 a 6 anos com perda auditiva neurossensorial congênita profunda bilateral, os níveis séricos de Prestin e Ribeye diferem dos de crianças com audição normal e discriminam a condição?

Fôlego em 30 segundos

As concentrações séricas de Prestin e Ribeye foram maiores nas crianças com perda auditiva neurossensorial congênita profunda do que nos controles com audição normal. O Ribeye discriminou melhor que o Prestin, mas os próprios autores consideram o desempenho insuficiente para uso como teste clínico isolado.

Muda algo agora?
NãoGrau do que o próprio estudo sustenta, não uma recomendação do Fôlego.
População
1 a 6 anos · Perda auditiva neurossensorial congênita profunda bilateral · Centro terciário de otorrinolaringologia, Turquia (Universidade Medipol)
Desenho
Caso-controle de um centro, 153 crianças (75 com perda auditiva e 78 controles)
Estágio da evidência
Artigo revisadoArtigo publicado em revista, após revisão por pares.
Conflitos de interesse declarados
Os autores declaram não ter conflitos de interesse.
Principal limitação
O desenho caso-controle em um único centro, com desfecho substituto (dosagem sérica e acurácia por ROC), não permite concluir que os biomarcadores sirvam para diagnóstico clínico nem estabelecer relação causal com a cóclea.
Texto

O que fizeram

Crianças com perda auditiva neurossensorial congênita profunda bilateral e controles com audição normal foram comparadas quanto às concentrações séricas de Prestin e Ribeye, medidas por ELISA em sangue periférico. O desempenho diagnóstico foi avaliado por curva ROC, e a associação com o status auditivo, por análise multivariada de covariância (MANCOVA) ajustada para idade e sexo e por regressão logística.

O que encontraram

DesfechoPor grupoAssociação
Níveis séricos de PrestinMediana de 930,70 pg/mL nas crianças com perda auditiva vs. 414,08 pg/mL nos controlesp = 0,001
Níveis séricos de RibeyeMediana de 15,49 ng/mL nas crianças com perda auditiva vs. 6,26 ng/mL nos controlesp < 0,001
Perfil combinado dos biomarcadores após ajuste para idade e sexoManteve associação significativa com o status auditivoWilks' λ = 0,865; p < 0,001
Desempenho discriminatório na curva ROCRibeye com AUC de 0,76 e Prestin com AUC de 0,65
Associação do Ribeye com o status auditivo na regressão logísticaCada aumento de 1 unidade no Ribeye sérico associou-se a aumento de 18% nas chances de perda auditivaOR = 1,18

Quanto confiar

  • A favor: Os grupos foram comparados com ajuste simultâneo para idade e sexo, e o perfil de biomarcadores permaneceu associado ao status auditivo.
  • A favor: A amostra inclui 153 crianças, com número equilibrado entre casos e controles.
  • Sem randomização: Estudo caso-controle compara crianças com perda auditiva e controles sem sorteio nem alocação.
  • Desfecho substituto: O desfecho principal é a dosagem sérica de Prestin e Ribeye e a acurácia diagnóstica por ROC, não um desfecho clínico auditivo.
  • Centro único: Conduzido em um único centro terciário de otorrinolaringologia.
  • Poucos pacientes: 153 crianças no total, 75 com perda auditiva e 78 controles, para avaliar desempenho diagnóstico.
  • Não localizado no material consultado: Dados sobre a causa da perda auditiva e características audiológicas detalhadas dos casos
  • Não localizado no material consultado: Seguimento longitudinal e validação biológica direta dos biomarcadores

Na prática

Para o otorrinolaringologista e o pediatra que acompanham crianças com perda auditiva neurossensorial congênita profunda, o achado ainda não muda a avaliação à beira do leito: o diagnóstico continua baseado na avaliação audiológica, e os autores não propõem os biomarcadores como teste isolado. O estudo não testou se dosar Prestin ou Ribeye melhora a triagem, antecipa o diagnóstico ou orienta conduta. A transposição para o Brasil depende de o método ELISA ser padronizado e validado em laboratórios locais, o que o material não aborda.

Contexto

Prestin e Ribeye são proteínas associadas às células ciliadas externas e às fitas sinápticas da cóclea, e sua dosagem sérica foi proposta como possível marcador de patologia coclear. O estudo buscou verificar se essas proteínas circulantes poderiam complementar a avaliação audiológica da perda auditiva congênita.

Referência

Kalcioglu MT, Celik S, Budak M et al.. Serum Prestin and Ribeye levels in children with congenital profound sensorineural hearing loss. Eur Arch Otorhinolaryngol 2026.

DOI: 10.1007/s00405-026-10784-x · PubMed: 42966816

Acesso: o artigo completo é pago na editora. Autores costumam enviar uma cópia a quem pede pelo e-mail de correspondência indicado no artigo.

Matéria escrita com inteligência artificial e publicada automaticamente; o editor responsável, Andrey Barbosa Pimenta, acompanha o que vai ao ar e corrige quando necessário.

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