Em coorte retrospectiva de 194 crianças atendidas em dois centros de Nebraska entre 2017 e 2024, a incidência de abscessos de cabeça e pescoço subiu de 3,34 para 6,13 e 10,95 por 10 mil pacientes de pronto-socorro por ano nos períodos pré-pandemia, lockdown e pós-pandemia, um aumento de 3,28 vezes (p < 0,0001).
Por que importa: A coorte mostra aumento sustentado de abscessos cervicais e de cabeça e pescoço em crianças após a pandemia, com mais reoperações, o que ajuda a calibrar a suspeita clínica e o manejo cirúrgico.
Uma revisão sistemática com metanálise de 22 estudos publicados entre 1980 e 2025 encontrou positividade de cultura de 43,4% (IC 95%: 35,4–51,8%) em 5.682 espécimes de otite média com efusão. Entre os positivos, H.
Dificuldades auditivas podem afetar a fala, o desenvolvimento da linguagem e a atenção da criança, segundo publicação educativa de otorrinolaringologia pediátrica. Entre as causas otológicas citadas estão ouvido colado (líquido atrás do tímpano), infecções de ouvido recorrentes, cerúmen impactado e perda auditiva. A orientação é avaliar a audição, consultar otorrinolaringologista e buscar avaliação fonoaudiológica quando indicado, pois o diagnóstico e a intervenção precoces fazem diferença.
Médicos italianos fecharam sem cirurgia uma terceira "narina" em um bebê, conforme relato divulgado em publicação sobre pediatria e neonatologia. O material não informa o número de pacientes, a técnica usada, os desfechos nem o tempo de seguimento.
Em uma coorte retrospectiva com 295 crianças operadas por sialorreia no banco do National Surgical Quality Improvement Program-Pediatric entre 2012 e 2023, a ligadura ou o redirecionamento de ducto salivar associou-se a menores chances de complicações pulmonares (OR 0,18; IC 95% 0,06–0,56), complicações médicas (OR 0,15; IC 95% 0,05–0,45) e morbidade composta (OR 0,37; IC 95% 0,15–0,90) em 30 dias, na comparação com injeções de botulínica.
Um estudo prospectivo, não randomizado e multicêntrico realizou implante coclear unilateral com inserção de eletrodos assistida por robô em 14 crianças de 4 a 12 anos, com inserção bem-sucedida em todos os casos e nenhum evento adverso grave relacionado ao dispositivo até 30 dias após a ativação.
Em 270 lactentes triados em um centro turco, o XGBoost acertou 85,2% dos casos e teve AUC de 87,1% para prever perda auditiva em recém-nascidos que passaram na triagem inicial mas acumulavam fatores de risco.
Em revisão sistemática com 16 estudos e 249 pacientes (223 adultos e 26 crianças), o retalho da artéria etmoidal anterior (AEA) alcançou taxa de fechamento de perfuração do septo nasal de 84,6% (148/175) na técnica original, sem diferença entre usar ou não enxerto de interposição (83,8% vs 85,1%; p = 0,81).
Em estudo prospectivo de acurácia diagnóstica com 169 crianças com mediana de 4,4 anos já agendadas para cirurgia, três otorrinolaringologistas pediátricos cegados classificaram o tamanho das amígdalas pela escala de Brodsky em vídeos de orofaringe gravados pelos pais com o dispositivo portátil TytoCare, com concordância forte (Kendall's W = 0,88; p < 0,01).
Ensaio clínico randomizado e aberto com 90 crianças de 0 a 15 anos com otite média aguda e membrana timpânica íntegra mostrou mediana de 3 dias para resolução da dor com ciprofloxacino tópico mais amoxicilina-clavulanato oral, contra 5 dias só com o oral (log-rank p < 0,001).
Revisão sistemática com seis estudos observacionais (crianças e adolescentes de 5 a 18 anos, Brasil, Canadá, Alemanha e Nova Zelândia) encontrou maior prevalência de reflexo acústico alterado no transtorno do processamento auditivo central (TPAC), mas não sustenta o exame como marcador diagnóstico.
Uma revisão narrativa publicada na Medicina (Kaunas), com busca no PubMed/MEDLINE até junho de 2026 e 79 referências, propôs uma via de cuidado multidisciplinar para respiração bucal persistente na infância, partindo do pediatra e envolvendo alergista pediátrico, otorrinolaringologista e ortodontista.